Imagem de uma torre de castelo tradicional japonesa com múltiplos andares e telhados curvos, cercada por árvores e um grupo de visitantes explorando o local sob céu azul claro.

Viagem em Família ao Japão – 2017

Entre tradição, silêncio e precisão

Em 2017, a nossa família de cinco embarcou numa viagem que se tornaria muito mais do que férias. O Japão não foi apenas um destino, foi uma experiência de contraste, disciplina, estética e humanidade que nos marcou profundamente.

Durante várias semanas, percorremos cidades onde o passado e o futuro convivem em perfeita harmonia. Um país onde a tradição é preservada com rigor e onde a modernidade não apaga a identidade, antes a amplifica.

Tóquio: a energia que nunca pára

Tóquio foi o nosso ponto de partida. Uma metrópole intensa, organizada, quase coreografada. Entre o ritmo acelerado de Shibuya, as luzes de Shinjuku e o universo tecnológico de Akihabara, percebemos rapidamente que ali cada detalhe tem intenção.

E, no meio do caos organizado, existiam momentos de silêncio absoluto — como os jardins do Palácio Imperial. Um contraste que define o Japão: movimento e contemplação.

Nara: a serenidade inesperada

Em Nara, os cervos caminham livremente entre as pessoas. A relação entre natureza e homem ali é natural, respeitosa. No interior do Tōdai-ji, diante do imponente Buda em bronze, sentimos a escala do tempo, e a humildade humana perante ele.

Hakone: pausa e paisagem

Hakone ofereceu-nos tranquilidade. Onsens tradicionais, montanhas envoltas em neblina e, ao fundo, o Monte Fuji surgindo entre as nuvens sobre o Lago Ashi. Um daqueles momentos que não precisam de fotografia, porque ficam gravados na memória.

Kanazawa: detalhe e preservação

Kanazawa revelou-nos o cuidado japonês com o património. O bairro dos samurais, o Jardim Kenroku-en, os mercados locais cheios de cor e frescura. Tudo preservado com uma elegância discreta.

Hiroshima: memória e consciência

Hiroshima foi talvez a paragem mais marcante. O Parque Memorial da Paz e o Museu da Bomba Atómica convidam à reflexão. Não é apenas uma visita histórica, é um exercício de consciência.

A ilha de Miyajima, com o seu torii flutuante, devolveu-nos leveza depois da intensidade emocional.

Quioto: o coração cultural

Quioto foi a cidade que mais nos aproximou da tradição japonesa. Os templos dourados, os caminhos de bambu de Arashiyama, as ruas de Gion. Participar numa cerimónia do chá e vestir quimonos por um dia foi mais do que uma experiência turística, foi uma forma de sentir o tempo de outra maneira.

Osaka: energia e sabor

Terminámos em Osaka, vibrante e gastronómica. O Castelo de Osaka, Dotonbori, o takoyaki e o okonomiyaki. Uma cidade que vive com intensidade.

Mais do que uma viagem

O Japão ensinou-nos disciplina, respeito, estética e atenção ao detalhe. Mostrou-nos que tradição não é passado, é identidade viva.

Foi uma viagem que nos uniu como família e que deixou em nós um desejo constante de regressar.

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